terça-feira, 27 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Deficiências
«'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.
'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
'Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
'Diabético' é quem não consegue ser doce.
'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
'Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
'Diabético' é quem não consegue ser doce.
'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
'A amizade é um amor que nunca morre'.»
Mário Quintana
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
«Quero dizer-te uma coisa simples: a tua ausência dói-me.
Refiro-me a essa dor que não magoa, que se limita à alma; mas que não deixa, por isso, de deixar alguns sinais - um peso nos olhos, no olhar da tua imagem, e um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes tivessem roubado o tacto.
São estas as formas do amor, podia dizer-te; e acrescentar que as coisas simples também podem ser complicadas, quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade.
Porém, é o sonho que me traz a tua memória; e a realidade aproxima-me de ti, agora que os dias correm mais depressa, e as palavras ficam presas numa refracção de instantes, quando a tua voz me chama de dentro de mim - e me faz responder-te uma coisa simples, como dizer que a tua ausência me dói.»
Ausência - Nuno Júdice
*
A todos os que fazem parte da minha vida e, muito especialmente, ao meu nino!
domingo, 13 de setembro de 2009
Primeiros dias na capital
Amanhã já acaba a boa vida mas estes dias foram bem aproveitados. Só hoje passeamos em Lisboa, por ser Domingo. Nos outros dias não se pode andar, é muita gente, muito trânsito, muita confusão para quem está habituado à paz de Ovar! Mas ao Domingo dá realmente para apreciar a cidade e visitar os museus e monumentos. Vale a pena!
Nos outros dias fomos até ao Portinho d'arrábida (Setúbal), a Tróia, Sintra, Oeiras e à Praia do Guincho (onde queremos regressar amanhã se o tempo estiver bom :-)
Por mim ficava mais uns dias a passear e depois voltava para a terrinha! Mas...lá terei que ficar por cá 9 meses. Bem, podia ser pior. E, claro, é por uma boa causa.
Deixo algumas fotos (a qualidade é fraca porque são do tmóvel, estas alminhas esqueceram-se da máquina fotográfica!)
*
Praia de Tróia


Praia do Guincho

Palácio de Belém

Museu Nacional do Coche

Mosteiro dos Jerónimos


Padrão dos Descobrimentos

Centro Cultural de Belém


sábado, 22 de agosto de 2009
«Quando nos perdemos em bosques sombrios como estes, por vezes levamos algum tempo a perceber que nos perdemos. Ficamos convencidos de que nos desviámos apenas alguns passos da nossa rota e que a qualquer momento voltaremos a encontrar o caminho certo. Depois, a noite cai dia após dia e continuamos sem fazer ideia do sítio onde estamos. É nessa altura que admitimos ter-nos desviado tanto do caminho que já nem sabemos onde nasce o Sol.
(...)
Mas expliquei-lhe que a dor profunda é por vezes como um local específico, uma coordenada num mapa do tempo. Quando nos encontramos naquela floresta de dor, não imaginamos que seja possível encontrar um dia o caminho para um lugar melhor. Mas se alguém nos disser que já ali esteve, naquele mesmo lugar, e que conseguiu de lá sair, isso por vezes dá alguma esperança.
(...)
Sinto que o destino também é um relacionamento - um jogo entre a graça divina e a perseverança pessoal. Metade escapa ao nosso controlo, a outra metade está inteiramente nas nossas mãos e as nossas acções mostrarão resultados em consonância. O homem não é inteiramente uma marioneta na mão dos deuses, nem é inteiramente o comandante do seu próprio destino; é um bocadinho dos dois. Galopamos ao longo da vida como artistas de circo equilibrados em dois cavalos lado a lado - um pé sobre o cavalo chamado destino, o outro sobre o cavalo chamado livre-arbítrio. E aquilo que temos de equacionar todos os dias é qual dos cavalos está em causa, com qual deles posso deixar de me preocupar porque não está sob o meu controlo e qual precisa que eu o guie com esforço e concentração.
(...)
Procuramos a felicidade em toda a parte, mas somos como o pedinte imaginado por Tolstoi que passou a vida sentado em cima de um pote de ouro, a pedir moedas aos transeuntes, desconhecendo que sua fortuna estava mesmo debaixo dele o tempo todo.
O nosso tesouro - a nossa perfeição - já está dentro de nós. Mas para o reclamarmos temos de abandonar a comoção conturbada da mente e os desejos do ego e entrar no silêncio do coração.
(...)
As pessoas tendem a pensar que a felicidade é um golpe de sorte, algo que talvez desça sobre nós como o bom tempo se formos suficientemente afortunados. Mas não é assim que a felicidade funciona. A felicidade é a consequência do esforço pessoal. Lutamos por ela, procuramo-la arduamente, insistimos nela e às vezes até viajamos pelo mundo fora à sua procura. Temos de participar infatigavelmente nas manifesteções das nossas próprias bençãos. E quando atingimos um estado de felicidade, nunca devemos descurar a sua manutenção, temos de fazer um esforço supremo para continuar a nadar eternamente na sua direcção, para ficarmos a flutuar sobre ela. Se não o fizermos, o nosso contentamento inato ir-se-à esvaindo. É fácil rezar quando estamos aflitos, mas continuar a rezar mesmo depois da crise ter passado é como um processo de confirmação que ajuda a nossa alma a agarrar-se firmemente aos seus feitos.»
Elizabeth Gilbert - "comer, orar, amar"
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