sábado, 29 de dezembro de 2007

A long December

"It's been a long December and
There's reason to believe
Maybe this year will be better than the last.
I can't remember all the times I tried to tell myself
To hold on to this moments as they pass"

C.Crows


Já passou o Natal que foi muito bom, em Famíla, Paz e com muito Amor.
Agora aproxima-se a passagem de ano e penso que nesta altura toda a gente acaba por fazer um balanço mais ou menos aprofundado do ano que passou.
Não posso dizer que 2007 tenha sido um ano mau, mas foi sem dúvida um ano dificil, de muitos momentos complicados, de correria, de adaptação... Mas foi também um ano de crescimento e de algumas vitórias e isso é o que fica para recordar.
Espero sinceramente que 2008 seja um ano melhor, um ano de mudanças positivas e... como costumo dizer, um ano que me permita andar para a frente! (Acredito que sim)
Desejo também que todos os vossos desejos se realizem, que nunca vos falte o que é realmente importante: Amor para dar sentido à vossa vida e coragem para seguir sempre em frente!
Um beijo,
Mizé

Natal

Espero que tenham tido um Natal muito quente!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A minha mãe

A minha mãe é (como quase todas) a melhor mãe do mundo.
Deixo aqui algumas frases que a definem na perfeição!

"Uma mãe é alguém que, ao ver que só há quatro pedaços de bolo para cinco pessoas, se apressa a dizer que nunca ligou muito a bolos" Tenneva Jordan

"As mães fazem todas as tenções de nos deixar andar, de nos deixar levar a nossa vida, de nunca interferir. Mas não conseguem deixar de telefonar a saber se temos meias que cheguem. E se estamos a alimentar-nos como deve ser.
Uma mãe possui dentro de si um mecanismo de preocupação - sem interruptor para desligar." Pam Brown

"A grande ambição de uma mãe, quando somos adultos, é arranjar uma desculpa para nos aconchegar na cama e nos obrigar a comer a sopa." Charlotte Gray

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Nunca esquecerei

"Nunca esquecerei e hoje lembro-me.
Rostos tornados desconhecidos, desfigurados na minha certeza de perder-te, no meu desespero.
(...) As pessoas, como eu, esperavam, não a morte, que nós, seres incaustos fechamos-lhe sempre os olhos na esperança pálida de que, se não a virmos, ela também não nos verá.
(...) Nada me era dito, mas eu, olhando, sabia tudo, como se fosse óbvio, como se não pudesse ser de outra maneira.
(...) O dilúvio no peito e o negro de te chorarmos ali, sobre ti, como se houvesse lágrimas que pudessem conter o vazio que ficou nos gestos que não fazes, das palavras que não dizes, do olhar permanente que tinhas e já não podes ter. Entraste na morte e já não podes voltar para mim, que te espero, que te amo.
(...) Na angústia, preciso de te ouvir, preciso que me estendas a mão. E nunca mais nunca mais... E espeta-se-me no peito nunca mais te poder ouvir ver tocar. Onde estiveres, dorme agora. Eras um pouco muito de mim... Ficaste em tudo em mim... Nunca esquecerei."
José Luis Peixoto (Morreste-me)

"às vezes parece que foi há meia hora que estive aqui, neste cemitério … e as lágrimas que me escorrem pela cara são as mesmas desse dia. Outras vezes, como hoje, em que o sol se reflecte com uma intensidade esmagadora nas lápides, vivo a sensação de alguma distância, como se o tempo, afinal, tivesse mesmo a capacidade de suavizar tudo, até a dor. (…) peço-lhe que nunca me deixe, que nunca se afaste, que nunca se esqueça"

Margarida Rebelo Pinto (Alma de Pássaro)
"O nosso coração é feito de uma maneira interessante. Está cheio de buracos, que doem, e que só as coisas certas podem preencher. O buraco para os amigos é quadrado e específico. Pode ser-se feliz no amor, ou na família, mas não se é feliz em cheio se não se tem a felicidade dos amigos. Há buracos para tudo: o objectivo da vida é preencher o maior número de buracos possível, sem trocar muito as posições. Diz-se que o preenchimento duns compensa o vazio doutros, mas não é assim. É verdade que há uma economia trágica, de emergência, que permite tapar buracos que doam muito, como aqueles que deixam as grandes traições e as mortes. Mas a dor do vazio lá no fundo, que não se vê, dura para sempre.”

Miguel Esteves Cardoso